As mentiras do “Jornal Nacional” e da imprensa sobre a greve no TMO

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Imprensa lança campanha contra a greve no setor de Transplante de Medula Óssea (TMO) do Hospital de Clínicas (HC) da UFPR

fonte:www.sinditest.org.br

Desde a última quarta-feira, 8 de agosto, a imprensa está empenhada numa campanha contra a greve dos trabalhadores do Hospital de Clínicas da UFPR, em particular contra a greve no setor de Transplante de Medula Óssea (TMO).

Uma reportagem do jornal “Metro” inaugurou a avalanche de matérias tendenciosas. Depois do Metro, apareceram reportagens similares em outros jornais impressos e principalmente nos telejornais, com destaque para o “Jornal Nacional”.

O objetivo dessa campanha é enfraquecer a greve no Hospital de Clínicas e, com isso, debilitar a greve em toda a UFPR, justamente num momento em que outras categorias do serviço público federal acabam de aderir à greve, aumentando a pressão sobre o governo, que se viu obrigado a abrir negociação com a FASUBRA. Continuar lendo

“PT age como um patrão das antigas”, diz servidor exonerado

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Fonte: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI6066618-EI306,00-PT+funciona+como+patrao+das+antigas+diz+servidor+exonerad.html

Cesar Brod era coordenador de Inovação Tecnológica do Ministério do Planejamento e se exonerou após receber a ordem de cortar o ponto de grevistas. Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

Cesar Brod era coordenador de Inovação Tecnológica do Ministério do Planejamento e se exonerou após receber a ordem de cortar o ponto de grevistas
Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação


HERMANO FREITAS

Coordenador de Inovação Tecnológica do Ministério do Planejamento no governo Dilma Roussef desde setembro de 2011, o empresário Cesar Augusto de Azambuja Brod, 48 anos, entregou o cargo no último dia 2. Sua atitude não teria passado de mais uma exoneração de servidor público descontente não tivesse sido motivada pela ordem de cortar o ponto dos 12 servidores federais em greve sob sua coordenação. Além de contrariar a ordem superior, divulgou uma carta em que acusa o Partido dos Trabalhadores (PT) de assumir postura patronal na negociação com os sindicatos.

Em entrevista exclusiva ao Terra por telefone de Brasília, o gaúcho afirmou que a decisão de se desligar respeitou a educação que a mãe professora lhe deu e que gostaria que esta atitude fosse entendida como uma mensagem de apoio aos docentes, em greve há 3 meses. “Aprendi com ela que a gente vem ao mundo sempre para aprender”, disse. Ele reafirmou o repúdio à política de endurecer na negociação com as categorias em greve. “O PT está funcionando como um patrão das antigas.”

Iniciados em julho, os protestos e as paralisações de servidores federais aumentaram em agosto. Ao menos 25 categorias estão em greve. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), o movimento atinge 28 órgãos, com 370 mil trabalhadores parados. O número é contestado pelo governo.

O Ministério do Planejamento declarou que está analisando qual o “espaço orçamentário” para negociar com as categorias. O governo tem até o dia 31 de agosto para enviar o projeto de lei orçamentária ao Congresso Nacional com os gastos para 2013.

Confira abaixo a entrevista que Brod concedeu ao Terra.

Terra – Como foi a exoneração?
Cesar Augusto de Azambuja Brod -
 As coordenações receberam a ordem de cortar o ponto dos seus funcionários em greve. Foi algo que veio direto de cima, sem discussão interna. Como sou de um cargo de confiança do governo, fiquei em uma posição muito delicada. Receber uma determinação que vai contra os meus princípios não me deixou confortável. Pensei que se eu aceitasse a decisão de cortar o ponto agora, o que teria de aceitar depois? Não me imaginei naquele momento seguindo no cargo. Esperava uma negociação mais evoluída do governo com os sindicatos.

Terra – E como está sendo a negociação?
Brod -
 Querem vencer os grevistas no cansaço, sem ver o funcionalismo federal como instrumento da mudança social que querem implementar. O PT, nesta posição que se coloca em relação aos grevistas, parece que aprendeu muito mais o que os patrões faziam quando estavam em greve do que em trazer o social para o governo. Me parece que esqueceu uma questão, a do papel do funcionalismo como uma forma de preservação de políticas de Estado. O PT está funcionando como um patrão das antigas, preocupado em dizer “o País é meu, dominei o jogo e o funcionalismo é só um acessório”.

Terra – O senhor recebeu mais apoio ou críticas?
Brod -
 Muito mais apoio do que críticas. Tinha um conhecimento muito bom da equipe com a qual eu trabalhava. Quando vi que meu nome apareceu no Terra e em outros meios fiquei surpreso, não imaginava que a decisão teria de tanto impacto. Recebi muitos e-mails, não só do Rio Grande do Sul como do País inteiro. Só meu diretor disse que deveria ter conversado com ele antes (de pedir a exoneração). Eu sabia que era uma decisão radical e pesada, mas que eu tinha que tomar daquele jeito se quisesse causar algum impacto positivo.

Terra – O senhor é filiado ao PT?
Brod -
 Nunca fui filiado, mas sempre fui simpatizante. Minha nomeação, apesar de ser um cargo de confiança, foi técnica. Sou militante de esquerda, mas não necessariamente ligado ao partido.

Terra – O que o senhor vai fazer agora?
Brod -
 Eu estava em um emprego dos sonhos. Trabalhava em software livre, com políticas públicas. Mas nunca trabalharia com o que vai contra meus princípios. Vou voltar para minha casa em Lajeado para descansar a cabeça no travesseiro e ficar com a família. Talvez retomar minha empresa de consultoria, atrás de algum projeto, mas preciso retomar a vida profissional porque não fiz um pé de meia.

Terra – Qual é a sensação que fica da experiência no governo?
Brod -
 Saio do governo um pouco decepcionado. O governo de um partido que surgiu das bases, da ação social, se distancia disso na relação com seus próprios funcionários.

Terra – O senhor tem alguma simpatia por alguma categoria em greve específica?
Brod -
 Olha, depois que eu saí pensei no que aconteceu e se eu tiver que apoiar uma categoria sempre vai ser a dos professores. Minha mãe foi professora em Guarulhos, funcionária pública e aprendi com ela que a gente vem ao mundo para aprender. 

Negociação: contraproposta em debate

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Publicado em 10/08/2012 www.sinditest.org.br

Nesta sexta (10), aconteceu mais uma reunião de negociação entre FASUBRA e MPOG, com a presença do MEC. Nesta reunião, a FASUBRA informou que as assembleias de base rejeitaram por unanimidade a proposta do governo de reajuste de 15% em três anos – 2013-2014-2015.

Em seguida, a FASUBRA apresentou parâmetros para contraproposta: reajuste em parcela única, melhoramento dos anexos III e IV, reposicionamento de aposentados e step de 4%. Diante da contraproposta, o governo afirmou que a possibilidade de reajuste de 15% em parcela única para 2013 está descartada.

O restante da contraposta será avaliado pelo governo e respondido em reunião de negociação agendada para o próximo dia 14 de agosto (terça) às 15 horas.

Fique atento e participe:

14/08 (terça-feira)

Em Curitiba:

14 horas: Assembleia no RU Central seguida de Ato

Nas demais cidades onde tenham campus da UFPR, UTFPR, UNILA e IFPR:

14 horas: reuniões de greve seguidas de passeatas.

Observação: o objetivo dos atos da terça-feira (14) é pressionar a negociação que estará ocorrendo em Brasília e lembrar o aniversário de dois meses do movimento grevista. Será realizado nacionalmente e deve ser noticiado pelas imprensas locais.

Delegação do SINDITEST-PR no Comando Nacional de Greve.

Seminário debate como seria o futuro do HC com a EBSERH

Publicado em 08/08/2012 por Sinditest

Seminário EBSERH: Verdades e Mentiras

O futuro do HC foi o tema do Seminário EBSERH: Verdades e Mentiras, realizado na manhã desta quarta-feira, 8 de agosto, no Teatro da Reitoria da UFPR. A promoção foi do Sinditest-PR, da Apufpr-Ssind e da Secretaria Regional do Andes-SN.

EBSERH é a sigla da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares que o governo federal tenta impor para administrar o Hospital de Clínicas da UFPR. O seminário foi um momento importante para a comunidade acadêmica debater as consequências dessa medida, que está na pauta do Conselho Universitário (COUN).

O debate foi intermediado por Márcio Palmares, do Sinditest-PR e contou com a participação de representantes de diversos segmentos:

Bernardo Pilotto

A Frente Nacional de Luta Contra a Privatização foi representada por Bernardo Pilotto, diretor licenciado do Sinditest-PR. Pilotto relatou como o governo vem camuflando a privatização do serviço público. Nos anos 90 era com a venda de ações na Bolsa de Valores. Mais recentemente, com as Fundações Estatais de Direito Privado, e agora com uma empresa estatal, mas com conceito privado de administração. E alertou para a possibilidade de laranjas de empresas hospitalares privadas assumirem o comando da EBSERH.

Cláudia Marchi

A professora da UFF (Universidade Federal Fluminense) Cláudia Marchi alertou para o fato de que a empresa traz como conseqüência “a mercantilização do ensino, da pesquisa e extensão que ocorrem nos hospitais universitários”. Ela cita como exemplo que ali não serão priorizados remédios socialmente relevantes, para sanar os males que mais acometem a população, mas os remédios comercialmente relevantes, que geram mais lucros aos laboratórios. Outro aspecto ressaltado por ela é a perda da autonomia que a universidade tem em relação ao hospital-escola.

Pablo Drescher de Castro, ao centro

Os aspectos jurídicos desta questão foram relatados pelo advogado Pablo Drescher de Castro (RS). Castro trabalha em ações judiciais que contestam por inconstitucionalidade situações semelhantes de privatização da saúde municipais em Novo Hamburgo, com vitória, e em Porto Alegre. Ele disse que instituições como a EBSERH “exportam ao setor privado o serviço público e importam ao setor público o modelo privado”.

Cristiane Canever

A estudante de Medicina Cristiane Canever representou os alunos da universidade. Ela é dirigente do DANC (Diretório Acadêmico Nilo Cairo). Cristiane lembrou que em Porto Alegre, onde a EBSERH foi adotada, “o espaço público a cada dia diminui em benefício ao atendimento aos usuários de planos de saúde, convênios e outras formas privadas”.

Geneci Gotardo

A posição dos usuários do SUS foi exposta pela militante do MST Geneci Gotardo. Ela defendeu unificação dos trabalhadores na defesa dos seus interesses. “A luta dos trabalhadores da saúde só vai se concretizar com todo mundo lutando”.

Para onde vão as nossas universidades

publicado em 6 de agosto de 2012 às 10:35

Para onde vão as nossas universidades

http://www.viomundo.com.br/politica/ricardo-antunes-para-onde-vao-as-nossas-universidades.html

O ProUni fortaleceu faculdades de fachada. Já as federais, agora produtivistas, não têm nem prédios. Mas vozes privatistas, “de mercado”, criticam a greve

por Ricardo Antunes*, na Folha, reproduzido no Conteúdo Livre

A expansão do ensino superior durante os governos Lula e Dilma foi quantitativamente ampla, tanto para as universidades públicas quanto para as privadas.

O primeiro grupo vivenciou uma expansão dos campi muito significativa, através da profusão de cursos -muitos dos quais, entretanto, pautados pela razão instrumental, de qualidade duvidosa e em sintonia com a era da flexibilidade.

O segundo grupo viu o governo do PT mostrar também um lado generoso em relação aos mercados.
Faculdades em sua grande maioria de fachada, autodefinidas como “instituições do ensino superior”, carentes de rigor científico mínimo em sua docência e pesquisa (esta, salvo raras exceções, inexiste neste ramo empresarial), tiveram seus cofres inflados com o ProUni.

Já que os pobres são tolhidos em larga escala das universidades públicas -uma vez que frequentam o ensino fundamental em escolas públicas, que se encontram destroçadas-, o governo Lula encontrou uma saída bárbara: reuniu-os nos espaços privados do ProUni.

De outra parte, deu-se positivamente a ampliação das universidades públicas, através da expansão dos cursos nas instituições federais e da contratação significativa de docentes. Mas o governo o fez deslanchando o Reuni, programa de expansão das universidades federais.

Constrangidos pelo produtivismo (anti)acadêmico e calibrados pela competição, há precarização de condições de trabalho. Os salários são baixos. A carreira, mal estruturada.

Mas o governo não contava que essa ampliação quantitativa tivesse fortes consequências qualitativas: a nova geração de jovens professores, doutores em sua grande maioria, parece não aceitar sem questionamentos esse lado perverso do Reuni, que quer assemelhar universidades públicas àquelas onde viceja o ProUni.

Dando aulas muitas vezes em galpões, sem salas de professores (quando há, sem condições de pesquisar), os docentes, cujos adoecimentos e padecimentos, para não falar de mortes, não param de se ampliar, decretaram uma ampla e massiva greve nas federais.

Querem melhores salários, condições de trabalho dignas e carreira efetivamente estruturada.
Os conservadores dizem, tentando mascarar o desejo pela completa privatização, que a greve dos docentes públicos é uma forma de “receber sem trabalhar”. “Esquecem” algo elementar: qual docente, no juízo razoável de suas faculdades, quer arrebentar seu calendário e repor aulas quando deveria estar em férias?

Só mesmo as vozes conservadoras podem identificar uma greve, com suas atividades, assembleias, debates, desgastes, riscos e tensões, como “descanso remunerado”, argumento histórico das direitas derrotado pela Constituição de 1988.

Para muitas dessas vozes, a pesquisa e a reflexão livres incomodam. Elas gostariam de privatizar as federais, convertendo-as ou em universidades profissionalizantes ou, ao menos parte delas, em “universidades corporativas”, uma flagrante contradição, pois universalidade não rima com corporação.

Há um segundo ponto importante: muitos alegam que é preciso investir no ensino básico, o que os leva a recusar o apoio à universidade pública. Mas alguém seriamente acredita que aqueles que querem destroçar a universidade pública querem, de fato, um ensino básico público, laico e de qualidade?

*RICARDO ANTUNES, 59, é professor titular de sociologia na Unicamp e autor de “O Continente do Labor” (Boitempo)

Assembleia de Greve

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Dia 09 de agosto  (quinta-feira)

1ª Chamada 14:00hs

2ª chamada 14:30 hs

Pauta:

1 – Informes locais e nacionais;

2- Avaliação da Proposta do governo

3 – Deliberação da proposta do governo

4. Eleição de delegados

Local: Restaurante Universitário Central da UFPR

Acompanhe a assembleia ao vivo via twitcam em @Greve_UFPR