(Para enviar uma moção de apoio, use o e-mail greveufpr@gmail.com)
• Leia também outras moções enviadas anteriormente
Do Centro Acadêmico de Enfermagem (CAE) da UFPR:
MOÇÃO DE APOIO À GREVE DE SERVIDORES TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS DA UFPR
O Centro Acadêmico de Enfermagem da UFPR (CAE-UFPR), Gestão “Aos que Virão” 2010-2011, subscreve esta moção de solidariedade e apoio à greve dos/as servidores/as Técnico-Administrativos da UFPR. O CAE-UFPR reconhece a urgência e a relevância da pauta de greve, que tem em seu tronco as questões referentes à Campanha Salarial, pois, considerados os momentos histórico-político-econômicos, compreende-se que, atualmente e desde a consolidação do capitalismo, o poder aquisitivo permite a percepção de melhor qualidade de vida material e, por isso, a percepção de melhor qualidade de trabalho. Destaca-se e apoia-se também:
- a Jornada de 30 horas para todos os trabalhadores técnico-administrativos: refletindo pela Saúde do Trabalhador, que anseia por um trabalhador saudável para viver e não um trabalhador suficientemente bom para produzir, faz-se justa a requisição, visando sempre o bom decorrer do processo Saúde-Doença;
- a Regulamentação pelo COUN/UFPR do Adicional de Insalubridade e Periculosidade: lidos e engedrados os dispostos legais, não deveria haver essa discussão, simplesmente já deveria estar efetivado o Adicional pela qual se clama;
- contra a desvinculação dos Hospitais Universitários das Universidades: além de ofender e desmantelar o tripé Ensino-Pesquisa-Extensão do imposto de Intersetorialidade, a proposta de desvinculação dos HU das Universidades PEDANTEMENTE releva o fato vivenciado de que apenas a gestão universitária paritária compreende as necessidades inter-tramadas dos HU e das Universidades.
Diante desses fatos, apoia-se não só o movimento Nacional dos servidores técnicos-administrativos, como também o Estadual, reconhecendo as reivindicações e defendendo o diálogo permanente. Desejamos que as propostas sejam aceitas e tornem-se realidade, para que os servidores possam retornas às suas atividades normalmente e com suas pautas garantidas.
TODO APOIO À GREVE DOS/AS SERVIDORES/AS TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS DAS IFES!
CAE-UFPR – Gestão “Aos que virão” 2010/2011
Executiva Nacional de Estudantes de Enfermagem – Coordenação Loco Sul I
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Do Partido Acadêmico Renovador (Curso de Direito/UFPR):
MOÇÃO DE APOIO
“A lei realmente pode estabilizar e legalizar uma mudança já ocorrida, mas a mudança em si é sempre resultado de ação extralegal.”[1]
No dia 15 de junho de 2011, os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) aderiram à greve nacional dos servidores das Instituições Federais de Ensino Superior. Nacionalmente, a greve deve atingir cerca de 170 mil profissionais, eis que, no momento, já estão em greve os trabalhadores de 47 universidades federais, dentre elas UFPA, UFBA, UFPE, UNB, UFRJ, UFF, UFMG, UFSC e UFRGS.
O movimento grevista das Instituições Federais de Ensino Superior, ao qual aderiram os servidores da nossa Universidade, possui tanto uma pauta nacional quanto uma pauta local específica para a UFPR.
Na pauta nacional, constam reivindicações pelo piso salarial de 3 salários mínimos e o combate à terceirização, por exemplo. Por sua vez, na pauta local, estão lutas como a redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais; a paridade em todos os conselhos da UFPR; a regulamentação dos adicionais de periculosidade e insalubridade; a reabertura do pronto atendimento e dos 135 leitos fechados do HC/UFPR; e a garantia de que os projetos e programas de extensão possam ser coordenados por técnico-administrativos.
O direito de greve é garantia fundamental da classe trabalhadora, no âmbito internacional, o que se depreende da leitura das ementas 363 e 364 do Comitê de Liberdade Sindical da OIT. Nesse mesmo sentido vem o direito pátrio, vez que a Constituição Federal de 1988, em seu art. 9º, assegura o direito de greve.
Entretanto, na maioria das vezes, o que se divulga pela grande mídia não são as pautas pretendidas, mas o senso comum de que saímos perdendo quando há greves: se os servidores estão em greve, quem é que vai emitir declarações de matrícula? Quem cuidará da biblioteca? E o RU, que durante a greve permanece fechado? Os grevistas são retratados como “baderneiros”, preguiçosos, folgados.
Essa lógica despropositada de que “se aceitou trabalhar ali, deve se sujeitar” ou “se achou ruim, procure outro emprego” deve ser combatida.
Ninguém gosta que os serviços normais da Universidade não funcionem durante a greve. Contudo, esta paralisação é essencial para garantir a atenção necessária à compreensão das demandas apresentadas. Entendemos que as conquistas desta greve possuem conjuntura global, posto que se os servidores conseguem melhorias, estas se refletirão junto a todos os estudantes, professores, servidores ( e aos futuros estudantes, professores e servidores), enfim perante toda a Universidade e, conseqüentemente, perante toda a sociedade.
Compreendemos como importância essencial do movimento paredista o reforço à consciência de classe e o incentivo à organização dos trabalhadores de modo a enfrentar o sistema injusto a que estão submetidos, apresentando demandas que anteriormente à greve se encontravam ignoradas e permaneciam latentes.
O Partido Acadêmico Renovador, grupo político formado por estudantes do curso de Direito da Universidade Federal do Paraná, vem manifestar seu irrestrito apoio à greve dos servidores técnico-administrativos, por coadunarmos com as bandeiras encampadas pelo movimento grevista e, principalmente, por defendermos a participação popular nas lutas sociais em busca de um sistema em que todos sejam de fato iguais, sem a exploração de uma classe por outra, desejamos nossos sinceros votos de sucesso.
Curitiba, 30 de junho de 2010.
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[1] ARENDT, H. Desobediência Civil. In: ARENDT, Hannah. Crises da República. Editora Perspectiva. p. 73.
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