Estudantes de Psicologia aprovam moção de apoio à #GreveNasFederais

Moção de Apoio à Greve dos Servidores das Universidades Federais

A Coordenação Nacional dos Estudantes de Psicologia quer construir outra educação. Não a educação que se sustenta, por exemplo, na exploração e no sucateamento do trabalho dos servidores técnicos-administrativos.

A luta travada através do movimento grevista da FASUBRA e dos servidores das Universidades Federais é, no nosso entendimento, uma luta a favor da educação emancipadora que querermos construir. Por isso, apoiamos empolgados esta greve. Empolgados porque a luta por transformação alegra e anima o peito os que lutam.

São Paulo, 11 de Julho de 2011

Plenária Final do 24° ENEP – Encontro Nacional dos Estudantes de Psicologia

Fórum de Pós-Graduandos divulga moção em apoio à #GreveUFPR; leia a íntegra

Abaixo a íntegra de moção emitida pelo Fórum de Pós-Graduandos da UFPR à greve dos servidores técnico-administrativos

Para ler outras moções já recebidas pelo movimento, clique aqui. Para enviar uma nova moção, use o e-mail greveufpr@gmail.com.

MOÇÃO DE APOIO À GREVE DOS/DAS SERVIDORES/AS TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS/AS

O Fórum de Pós-Graduandos da UFPR (FPG/UFPR) vem, por meio desta moção, solidarizar-se e apoiar a luta dos/das servidores/as técnico-administrativos/as do Paraná e de todo o Brasil.

Servidores/as de quase 50 Instituições Federais de Ensino Superior já aderiram à greve nacional. Em Curitiba, na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), os/as servidores/as aderiram à greve há três semanas, reivindicando, além das pautas nacionais, pautas locais como contratação de novos profissionais, redução da jornada de trabalho para 30 horas e regulamentação do adicional de periculosidade e insalubridade. Nacionalmente, o movimento grevista luta pelo aumento do piso salarial de 1,8 para 3 salários mínimos e contra a privatização dos espaços públicos através das terceirizações, que precarizam o atendimento da população e intensificam o trabalho técnico-administrativo.

Entendemos que o direito de greve é conquista histórica da luta da classe trabalhadora por melhores condições de trabalho, garantido constitucionalmente. Porém, na grande mídia e em parte da comunidade acadêmica, em todo período de greve constata-se uma criminalização do movimento grevista, procurando mostrar que a sociedade não deve arcar com o ônus da luta dos/as trabalhadores/as, que, desafortunadamente, estão inseridos em serviços com péssimas condições. Essa posição, que pretende deslegitimar um direito fundamental, procura trazer à tona a aparente idéia de que os serviços de secretaria, biblioteca, RU etc. não podem parar, sob pena de um prejuízo imenso à população. Entretanto, destacamos que tais serviços já não são executados com qualidade devido às condições de trabalho ora apresentadas e que, portanto, apenas a luta e a reivindicação podem angariar atenção e conquistas às demandas apresentadas.

Além disso, somos a favor de uma educação 100% pública e gratuita, comprometida e referenciada na sociedade; da saúde pública verdadeiramente pública e atrelada aos interesses do povo brasileiro e não gerida por empresas terceiras que buscam, antes, a lógica do lucro; e da organização autônoma dos/das trabalhadores/as na luta não só por melhores condições de trabalho, mas por uma sociedade mais justa.

Dessa forma, o Fórum de Pós-Graduandos da UFPR manifesta seu apoio incondicional e irrestrito à greve dos/das servidores/as de nossa Universidade, colocando-se junto desse movimento na luta por suas pautas e por uma sociedade verdadeiramente livre da exploração.

Sem mais,

Fórum de Pós-Graduandos da UFPR 

Curitiba, 06 de julho de 2011

Marcha da Liberdade de Curitiba divulga moção de apoio à #greveUFPR

Moção de apoio a greve dos servidores técnicos – administrativos da

UFPR:

 

A Marcha da Liberdade de Curitiba compreende que a qualidade na educação perpassa pela valorização dos seus profissionais, cujo resultado é fator preponderante para o desenvolvimento humano, político, econômico e social.

Entendemos ser legitima a pauta das reivindicações da categoria quando percebemos que o estado não cumpre sua obrigação de oferecer condições adequadas de trabalho, não garantindo assim os direitos dos trabalhadores como cidadãos. Um dos princípios da Marcha da Liberdade é apoiar toda e qualquer mobilização que busque trazer melhorias as condições de vida da nossa população.

Acreditamos que a educação é um instrumento fundamental para conscientização de que a sociedade pode ser organizada de forma horizontal, justa e igualitária, portanto, marchamos juntos a favor da greve dos servidores técnicos- administrativos da UFPR, pois em casa somos um. Juntos, somos todos!

 

Marcha da Liberdade de Curitiba

Novas moções de apoio à greve na UFPR

(Para enviar uma moção de apoio, use o e-mail greveufpr@gmail.com)

Leia também outras moções enviadas anteriormente

Do Centro Acadêmico de Enfermagem (CAE) da UFPR:

MOÇÃO DE APOIO À GREVE DE SERVIDORES TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS DA UFPR

O Centro Acadêmico de Enfermagem da UFPR (CAE-UFPR), Gestão “Aos que Virão” 2010-2011, subscreve esta moção de solidariedade e apoio à greve dos/as servidores/as Técnico-Administrativos da UFPR. O CAE-UFPR reconhece a urgência e a relevância da pauta de greve, que tem em seu tronco as questões referentes à Campanha Salarial, pois, considerados os momentos histórico-político-econômicos, compreende-se que, atualmente e desde a consolidação do capitalismo, o poder aquisitivo permite a percepção de melhor qualidade de vida material e, por isso, a percepção de melhor qualidade de trabalho. Destaca-se e apoia-se também:

- a Jornada de 30 horas para todos os trabalhadores técnico-administrativos: refletindo pela Saúde do Trabalhador, que anseia por um trabalhador saudável para viver e não um trabalhador suficientemente bom para produzir, faz-se justa a requisição, visando sempre o bom decorrer do processo Saúde-Doença;

- a Regulamentação pelo COUN/UFPR do Adicional de Insalubridade e Periculosidade: lidos e engedrados os dispostos legais, não deveria haver essa discussão, simplesmente já deveria estar efetivado o Adicional pela qual se clama;

- contra a desvinculação dos Hospitais Universitários das Universidades: além de ofender e desmantelar o tripé Ensino-Pesquisa-Extensão do imposto de Intersetorialidade, a proposta de desvinculação dos HU das Universidades PEDANTEMENTE releva o fato vivenciado de que apenas a gestão universitária paritária compreende as necessidades inter-tramadas dos HU e das Universidades.

Diante desses fatos, apoia-se não só o movimento Nacional dos servidores técnicos-administrativos, como também o Estadual, reconhecendo as reivindicações e defendendo o diálogo permanente. Desejamos que as propostas sejam aceitas e tornem-se realidade, para que os servidores possam retornas às suas atividades normalmente e com suas pautas garantidas.

TODO APOIO À GREVE DOS/AS SERVIDORES/AS TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS DAS IFES!

CAE-UFPR – Gestão “Aos que virão” 2010/2011

Executiva Nacional de Estudantes de Enfermagem – Coordenação Loco Sul I

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Do Partido Acadêmico Renovador (Curso de Direito/UFPR):

MOÇÃO DE APOIO

“A lei realmente pode estabilizar e legalizar uma mudança já ocorrida, mas a mudança em si é sempre resultado de ação extralegal.”[1]

No dia 15 de junho de 2011, os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) aderiram à greve nacional dos servidores das Instituições Federais de Ensino Superior. Nacionalmente, a greve deve atingir cerca de 170 mil profissionais, eis que, no momento, já estão em greve os trabalhadores de 47 universidades federais, dentre elas UFPA, UFBA, UFPE, UNB, UFRJ, UFF, UFMG, UFSC e UFRGS.

O movimento grevista das Instituições Federais de Ensino Superior, ao qual aderiram os servidores da nossa Universidade, possui tanto uma pauta nacional quanto uma pauta local específica para a UFPR.

Na pauta nacional, constam reivindicações pelo piso salarial de 3 salários mínimos e o combate à terceirização, por exemplo. Por sua vez, na pauta local, estão lutas como a redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais; a paridade em todos os conselhos da UFPR; a regulamentação dos adicionais de periculosidade e insalubridade; a reabertura do pronto atendimento e dos 135 leitos fechados do HC/UFPR; e a garantia de que os projetos e programas de extensão possam ser coordenados por técnico-administrativos.

O direito de greve é garantia fundamental da classe trabalhadora, no âmbito internacional, o que se depreende da leitura das ementas 363 e 364 do Comitê de Liberdade Sindical da OIT. Nesse mesmo sentido vem o direito pátrio, vez que a Constituição Federal de 1988, em seu art. 9º, assegura o direito de greve.

Entretanto, na maioria das vezes, o que se divulga pela grande mídia não são as pautas pretendidas, mas o senso comum de que saímos perdendo quando há greves: se os servidores estão em greve, quem é que vai emitir declarações de matrícula? Quem cuidará da biblioteca? E o RU, que durante a greve permanece fechado? Os grevistas são retratados como “baderneiros”, preguiçosos, folgados.

Essa lógica despropositada de que “se aceitou trabalhar ali, deve se sujeitar” ou “se achou ruim, procure outro emprego” deve ser combatida.

Ninguém gosta que os serviços normais da Universidade não funcionem durante a greve. Contudo, esta paralisação é essencial para garantir a atenção necessária à compreensão das demandas apresentadas. Entendemos que as conquistas desta greve possuem conjuntura global, posto que se os servidores conseguem melhorias, estas se refletirão junto a todos os estudantes, professores, servidores ( e aos futuros estudantes, professores e servidores), enfim perante toda a Universidade e, conseqüentemente, perante toda a sociedade.

Compreendemos como importância essencial do movimento paredista o reforço à consciência de classe e o incentivo à organização dos trabalhadores de modo a enfrentar o sistema injusto a que estão submetidos, apresentando demandas que anteriormente à greve se encontravam ignoradas e permaneciam latentes.

O Partido Acadêmico Renovador, grupo político formado por estudantes do curso de Direito da Universidade Federal do Paraná, vem manifestar seu irrestrito apoio à greve dos servidores técnico-administrativos, por coadunarmos com as bandeiras encampadas pelo movimento grevista e, principalmente, por defendermos a participação popular nas lutas sociais em busca de um sistema em que todos sejam de fato iguais, sem a exploração de uma classe por outra, desejamos nossos sinceros votos de sucesso.

Curitiba, 30 de junho de 2010.

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[1] ARENDT, H. Desobediência Civil. In: ARENDT, Hannah. Crises da República. Editora Perspectiva. p. 73.

Algumas moções de apoio à greve na UFPR

Moção do DCE-UFPR em apoio à greve dos Técnico-administrativos da UFPR

Neste mês de junho, as/os trabalhadores técnico-administrativos de 47 Universidades Federais de todo o país entraram em greve. No último dia 15, foi a vez das/os trabalhadores técnico-administrativos da UFPR somarem nesta luta, deflagrando a greve não só nos campi de Curitiba, mas também no Litoral e em Palotina. Ao incorporarem a greve, que já estava ocorrendo a nível nacional, os técnico-administrativos da UFPR, de forma exemplar e por unanimidade em Assembléia, assumiram um compromisso com a luta pelo piso de três salários mínimos, plano de carreira que possibilite qualificação e capacitação, contra desvinculação dos hospitais e maior democracia dos processos decisórios da universidade.

O Diretório Central dos Estudantes compreende que, por mais que a greve acabe modificando a rotina da Universidade, esse é um instrumento legítimo de pressão para que sejam atendidas as reivindicações dos trabalhadores. Mesmo em greve, os técnicos estão abertos a dialogar e amenizar as conseqüências que possam ocorrer devido às paralisações. Este espaço de dialogo é a comissão de ética, a qual decide sobre assuntos que tangem à greve. O DCE-UFPR, lado a lado com os servidores, está aberto para mediação entre a/o estudante e a comissão de ética, para assim minimizar conseqüências que estes estudantes possam ter devido à greve.

A luta dos trabalhadores também é a luta dos estudantes. Exemplo disso foi a greve geral da UFPR em 2001, na qual juntos, estudantes, docentes e técnicos, lutamos em defesa de uma Universidade pública, gratuita e de qualidade, e conseguimos vitórias importantes na UFPR: a passarela entre o Botânico e o Politécnico, o fim das taxas do NAA, a abertura do RU no período noturno, por exemplo. Ademais, O DCE-UFPR declara seu total apoio à greve, solidarizando-se com esta causa, por entendermos que a luta por melhorias de condições de trabalho também se reflete na luta por uma educação pública de qualidade.

DCE-UFPR 2010/11
Gestão Mais Vale o Que Será!

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Moção de apoio do deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR) à greve na UFPR e demais universidades federais

Expressamos o apoio do nosso mandato ao movimento de paralisação dos servidores técnico-administrativos das universidades federais, em greve nacional desde o último dia 7 de junho.

Reconhecemos a fundamental importância da categoria, que reúne mais de 180 mil trabalhadores em todo o país, na luta em defesa da universidade e da educação pública, gratuita e de qualidade.

Estamos à disposição para qualquer eventual necessidade de intermediação do movimento em relação ao governo federal.

Nosso mandato considera justas, entre outras, as propostas da Fasubra e sindicatos filiados de reajuste do piso salarial da categoria dos técnico-administrativos, de R$ 1.034 para R$ 1,6 mil, de realização de novos concursos públicos e de redução da jornada de trabalho.

Em prol da qualidade da educação e do serviço público federal, esperamos que os ministérios do Planejamento e da Educação mantenham o diálogo efetivo e atendam as reivindicações da categoria.

Dr. Rosinha, médico pediatra e servidor municipal da Prefeitura de Curitiba, no exercício do mandato de deputado federal (PT-PR)