Grevistas culpam União e HC por dificuldade no transplante

Destacado

Publicado em 15/08/2012 por Sinditest

##Sinditest diz que furo na escala do setor de Medula Óssea poderia ter sido resolvido pelo hospital ## HC alega que há teto para número de horas extras e equipes já trabalham no limite ## Ambos reconhecem falta de profissionais

Jornal Metro – A tentativa de judicialização da greve e o pouco investimento em estrutura e pessoal são apontados pelo Sinditest (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público) como os motivos para a dificuldade de funcionamento do setor de TMO (Transplante de Medula Óssea) no HC (Hospital de Clínicas).

Em nota, o sindicato diz que a falta de profissionais (seis dos sete servidores em greve trabalham no turno da manhã) poderia ter sido resolvida desde o início da greve, em 11 de junho. “A direção do HC deixou o problema sem solução por dois meses, o que agravou as condições já precárias do TMO”, argumenta.

O HC afirma, também em nota, que vem negociando com os servidores e “buscou alternativas com a composição de servidores em regime de horas extras e plantões”. Porém, o governo federal limita em 90 horas por ano as horas extras.

Outro agravante, diz, é o quadro insuficiente de funcionários. “A equipe de enfermagem já trabalha normalmente no limite das horas extras e plantões, não restando margem para novas ampliações”.

Tanto que, dos 23 leitos do TMO, apenas 14 estavam funcionando antes da greve. Com a paralisação, eles caíram para oito. “A redução não teria ocorrido se a direção do hospital, ao invés de pressionar servidores para abrirem mão do direito de greve, encontrasse uma solução para a troca de plantões e escalas”, afirma o diretor do Sinditest, Márcio Palmares.

Palmares diz ainda que os profissionais trabalham em situação precária porque o governo federal não investe na formação deles e na estrutura do hospital. “Já recebemos o paciente em situação delicada”.

Na nota, o Sinditest também afirma que há subfinanciamento e uma crise orçamentária permanente. Alega que governo federal quer acabar com esses problemas entregando a gestão do HC à EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), assim como outros hospitais universitários. “(…) os planos de saúde ganharão ainda mais dinheiro e será possível contratar e demitir à vontade via CLT. Os trabalhadores estatutários (RJU) entrarão em extinção e os fundacionais (Funpar) serão demitidos”.

Reportagem de Camila Castro – Metro Curitiba

Para onde vão as nossas universidades

publicado em 6 de agosto de 2012 às 10:35

Para onde vão as nossas universidades

http://www.viomundo.com.br/politica/ricardo-antunes-para-onde-vao-as-nossas-universidades.html

O ProUni fortaleceu faculdades de fachada. Já as federais, agora produtivistas, não têm nem prédios. Mas vozes privatistas, “de mercado”, criticam a greve

por Ricardo Antunes*, na Folha, reproduzido no Conteúdo Livre

A expansão do ensino superior durante os governos Lula e Dilma foi quantitativamente ampla, tanto para as universidades públicas quanto para as privadas.

O primeiro grupo vivenciou uma expansão dos campi muito significativa, através da profusão de cursos -muitos dos quais, entretanto, pautados pela razão instrumental, de qualidade duvidosa e em sintonia com a era da flexibilidade.

O segundo grupo viu o governo do PT mostrar também um lado generoso em relação aos mercados.
Faculdades em sua grande maioria de fachada, autodefinidas como “instituições do ensino superior”, carentes de rigor científico mínimo em sua docência e pesquisa (esta, salvo raras exceções, inexiste neste ramo empresarial), tiveram seus cofres inflados com o ProUni.

Já que os pobres são tolhidos em larga escala das universidades públicas -uma vez que frequentam o ensino fundamental em escolas públicas, que se encontram destroçadas-, o governo Lula encontrou uma saída bárbara: reuniu-os nos espaços privados do ProUni.

De outra parte, deu-se positivamente a ampliação das universidades públicas, através da expansão dos cursos nas instituições federais e da contratação significativa de docentes. Mas o governo o fez deslanchando o Reuni, programa de expansão das universidades federais.

Constrangidos pelo produtivismo (anti)acadêmico e calibrados pela competição, há precarização de condições de trabalho. Os salários são baixos. A carreira, mal estruturada.

Mas o governo não contava que essa ampliação quantitativa tivesse fortes consequências qualitativas: a nova geração de jovens professores, doutores em sua grande maioria, parece não aceitar sem questionamentos esse lado perverso do Reuni, que quer assemelhar universidades públicas àquelas onde viceja o ProUni.

Dando aulas muitas vezes em galpões, sem salas de professores (quando há, sem condições de pesquisar), os docentes, cujos adoecimentos e padecimentos, para não falar de mortes, não param de se ampliar, decretaram uma ampla e massiva greve nas federais.

Querem melhores salários, condições de trabalho dignas e carreira efetivamente estruturada.
Os conservadores dizem, tentando mascarar o desejo pela completa privatização, que a greve dos docentes públicos é uma forma de “receber sem trabalhar”. “Esquecem” algo elementar: qual docente, no juízo razoável de suas faculdades, quer arrebentar seu calendário e repor aulas quando deveria estar em férias?

Só mesmo as vozes conservadoras podem identificar uma greve, com suas atividades, assembleias, debates, desgastes, riscos e tensões, como “descanso remunerado”, argumento histórico das direitas derrotado pela Constituição de 1988.

Para muitas dessas vozes, a pesquisa e a reflexão livres incomodam. Elas gostariam de privatizar as federais, convertendo-as ou em universidades profissionalizantes ou, ao menos parte delas, em “universidades corporativas”, uma flagrante contradição, pois universalidade não rima com corporação.

Há um segundo ponto importante: muitos alegam que é preciso investir no ensino básico, o que os leva a recusar o apoio à universidade pública. Mas alguém seriamente acredita que aqueles que querem destroçar a universidade pública querem, de fato, um ensino básico público, laico e de qualidade?

*RICARDO ANTUNES, 59, é professor titular de sociologia na Unicamp e autor de “O Continente do Labor” (Boitempo)

Debate sobre conjuntura abrirá a Assembleia Geral desta quinta-feira

A Assembleia Geral de amanhã, quinta-feira, 2 de agosto, será iniciada com um debate sobre conjuntura, com a presença de vários convidados.

Estarão na mesa dirigentes de distintas organizações políticas, representando as principais correntes que têm intervenção na base da nossa categoria.

Os debatedores irão analisar a greve do serviço público federal no contexto da desaceleração do crescimento da economia brasileira, a recessão na Europa, as políticas do governo Dilma Rousseff para a saúde e educação públicas, entre outros temas relevantes para a elaboração da política e para a ação do movimento grevista.

Convide seus colegas e compareça, não perca esta oportunidade!

DEBATE SOBRE CONJUNTURA POLÍTICA E ECONÔMICA

Convidados:

  • Claus Germer, professor da UFPR e militante da corrente Alternativa Sindical Socialista – ASS;
  • Gibran Jordão, Coordenador Geral da Fasubra, militante do PSTU e da CSP-Conlutas;
  • Márcio Kieller, militante do PT, vice-presidente da CUT-PR;
  • Paulo Adolfo Nitsche, militante do PCdoB e da CTB;
  • Paulo Bearzoti, militante do PSOL.

 

Data: 02 de agosto

Horário: 9h

Local: RU Central

Semana de Lutas

31 DE JULHO – Dia Nacional de Lutas dos Servidores Público Federais

Publicado em 29/07/2012 por Sinditest

Vamos participar de mais um ato que publiciza o descaso do governo para com as demandas dos trabalhadores grevistas do setor público federal.

Dia 31 de julho de 2012, concentração às 10 horas em frente ao prédio central da UFPR.

Servidores federais levam suas lutas à população

 

 

 

Universidades federais rejeitam proposta do governo e greve é mantida

sexta-feira, 27 de julho de 2012

A maioria dos professores das universidades federais, reunidos ontem (26) em assembleias para avaliar a proposta apresentada pelo governo rejeitaram a proposta.

Nas universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ), de Santa Maria (UFSM), de Pernambuco (UFPE), Rural de Pernambuco (UFRPE), do Espírito Santo (Ufes), de Uberlândia (UFU), de Brasília (UnB), da Paraíba (UFPB), da Bahia (UFBA), de Pelotas (UFPel) e Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), a proposta foi rejeitada e a greve continua.
Na nova proposta, o governo ofereceu reajustes que variam entre 25% e 40% para todos os docentes – no plano apresentado anteriormente alguns níveis da carreira receberiam apenas 12%, sem a inflação do período. Além disso, a data para o aumento entrar em vigor foi antecipada do segundo semestre de 2013 para março daquele ano. Pela proposta, o reajuste será dado de forma parcelada até 2015.
Os sindicatos que representam a categoria estão divididos. A Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes), que representa a maior parte das insituições em greve, rejeitou a proposta. Já a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) considerou que as reivindicações foram atendidas e recomendou que os professores encerrem a paralisação.
As assembleias em cada uma das 57 universidades federais em greve continuam até segunda-feira (30). Os docentes estão parados há 71 dias. 
Fonte: Agência Brasil

A invisibilidade dos técnicos na mídia, na greve das Universidades

A Greve nas Universidades
Texto de  Elaine Tavares (jornalista)
Já se vai mais de um mês da greve dos trabalhadores técnico-administrativos das universidades, mas, no geral, essa parece ser uma greve invisível, porque, na mídia, quando os jornalistas falam em greve nas universidades, se referem no mais das vezes aos professores. Isso, em verdade, não se configura novidade, pois, desde sempre, a hierarquia nas universidades tende a colocar o trabalho dos técnicos sempre em segundo plano, como se esse contingente de pessoas atuasse apenas numa atividade meio, não fazendo muita diferença no resultado do trabalho educativo.  
 
Há um filme de produção estadunidense que mostra explicitamente como é usual esta relação complicada entre os técnicos e os professores. É o “Quase deuses”, que conta a história da inusitada parceria entre um faxineiro da Universidade Johns Hopkins e um médico professor/pesquisador, que busca descobrir novas técnicas para a cirurgia do coração. O faxineiro Thomas, um homem simples e negro, é exímio inventor de ferramentas que começa a operar corações junto com o professor, conseguindo criar novas técnicas cirúrgicas e ferramentas que fazem a pesquisa avançar e tornam o professor famoso. Há uma cena paradigmática na qual o fotógrafo/jornalista chama todos os dirigentes da universidade para posar para a foto da matéria que anunciará as novidades científicas descobertas ali. O pesquisador vai, todo vaidoso, e vê, ao longe, o faxineiro, que na verdade é o real inventor da técnica. Ele se cala, segue para a foto e não o chama, não anuncia a sua façanha, não o inclui na vitória que, de fato, é do trabalhador. 
 
Esta atitude do professor não é isolada num mundo em que as relações de trabalho impostas pelo sistema de produção de mercadorias, como é o capitalista, são vistas de forma separada. Desde Immanuel Kant que o mundo moderno inaugura a separação radical entre o que seja trabalho manual e trabalho intelectual. E essa visão kantiana é a que domina na sociedade capitalista, o que faz com que na divisão de trabalho do mundo universitário apareça como absolutamente natural que um técnico seja considerado inferior ao docente. No contexto ali desenhado, apenas o docente estaria realmente vinculado à atividade fim proposta pela universidade.
 
A relação trabalho manual x trabalho intelectual
 
Pois é justamente essa verdade moderna que o economista Alfred Sohn Rethel procura desconstruir ao apresentar uma teoria materialista do conhecimento em contraposição à visão kantiana. Segundo ele, Marx já havia anunciado que na fase mais elevada da sociedade comunista haveria de desaparecer a subordinação servil dos indivíduos a divisão do trabalho e, com ela, a antítese entre o trabalho intelectual e o trabalho manual. Esta antítese, insiste Marx, existe em todas as sociedades baseadas na divisão de classes e na exploração econômica, sendo, inclusive, um dos ingredientes do fenômeno da alienação no qual se baseia a exploração. Daí não ser nenhuma novidade que esta tensão se explicite na universidade, também um espaço de poder, de divisão do trabalho e de exploração.
 
Mas, Sohn Rethel também observa que na sociedade capitalista os considerados “trabalhadores intelectuais” não são os máximos beneficiários do sistema e sim os servos do domínio,  logo, não deveriam vangloriar-se disso. Para o pensador francês a superação do capitalismo é elemento fundamental para a mudança destas relações, que pode libertar tantos uns como outros. Kant dizia que a divisão entre mãos e mente é uma necessidade transcendental, já Sohn Rethel afirma que ela é apenas fruto da sociedade produtora de mercadoria. Assim, os antagonismos de classe que engendra a produção de mercadorias na sociedade burguesa – e a produção de conhecimento está entre elas – está intimamente ligada as formas de divisão entre mente e mão.
 
Sohn Rethel discute o tema do ponto de vista formal, assim como Kant, mas numa outra perspectiva. Ele mostra como num ato cotidiano de compra e venda de uma mercadoria existe um momento x em que tanto quem compra como quem vende está envolvido em uma abstração (um ato intelectual). É o momento em que se efetua o intercâmbio propriamente dito, este espaço de tempo em que alguém busca algo para seu uso e outro estabelece um valor de troca, fazendo-se assim a transação. Assim, a abstração não é uma coisa exclusiva da mente – como queria Kant – mas aparece no dia a dia da vida real, tem origem nos atos concretos. Sohn Rethel insiste que assim como os conceitos de ciência natural são abstrações-pensamentos, o conceito econômico do valor é uma abstração real. É certo que ele existe só no pensamento, mas não brota dele. Sua natureza é social. Não são os homens que produzem estas abstrações e sim as suas ações, o que fecha com o conceito de que é o ser social que determina a consciência.
 
Assim, se para Kant estava certo que existia uma separação radical entre mente e mão, e Hegel conferia ao Espírito a primazia e o domínio sobre o manual, Marx desorganiza tudo isso relacionando com o tempo, compreendendo que isso muda na história. Logo, não há como determinar antecipadamente as formas do manual e do intelectual. Por isso que a sociedade sem classes proposta por Marx só pode existir se houver uma unidade concreta entre o trabalho manual e o intelectual, sem a primazia de um sobre o outro, que é o que, em última instância provoca toda essa lógica de dominação tão bem engendrada dentro da universidade, assim como em qualquer outro setor do mundo capitalista.
 
Assim, aceitando-se as teses de Sohn Rethel e de Karl Marx, todo esse processo de dominação, servidão, opressão e inferiorização do outro que é o caldo cultural vivido na universidade só poderá ser superado quando os trabalhadores compreenderem a ideologia que está embutida na divisão do trabalho e a superarem. Para isso, os técnicos-adminsitrativos, que hoje são os que estão submetidos a essa opressão, devem enfrentar o debate intelectual com mais preparo, compreendendo que para mudar esse estado de coisas há que mudar também a forma de organizar a vida. Não só na universidade, mas na sociedade. Isso é um pouco o que se faz na greve, mas, no cotidiano da vida, quando tudo volta ao normal, isso volta a se perder.
 
A luta de sempre
 
O certo é que tanto os técnicos – desde aquele que abre a porta para o aluno entrar até o pós-doutor que dirige pesquisa – como os professores constroem o saber dentro da universidade. Muitas vezes, não tanto como deveria, mas o fazem juntos, seja nos erros como nos acertos. Daí que falar em greve na universidade é perceber essas duas pernas da estrutura. 
 
O governo federal, da forma como age em relação aos movimentos, só faz fortalecer a ideia de divisão e inferioridade. Apesar de manter uma atitude dura na negociação com os trabalhadores, tem recebido os professores e até já apresentou uma proposta – ruim, é verdade. Mas, para os técnicos, o que há é o silêncio. Para manter a aura de “companheiros” alguns dirigentes chamam a Fasubra (Federação dos Sindicatos das Universidades Brasileiras) para conversar. Mas é só conversa mesmo. Nada de negociação. Quem manda é o Planejamento e a ministra já falou no bom som do colonialismo mental: “Não podemos ir à contramão da Europa que hoje está cortando salários”. Ou seja, completamente perdida da realidade mundial, ela apenas quer copiar a Europa, sem se importar se a conjuntura de lá é muito diferente daqui. Nos países centrais a crise está rugindo. Aqui ela ainda não chegou com força. O Brasil está em ascendência econômica, crescendo cada dia mais. Dinheiro não é coisa que falta. No orçamento brasileiro, segundo dados do próprio governo, 54,9% está sendo direcionado para pagamento e amortização da dívida pública, enquanto que para o pagamento de trabalhadores públicos são utilizados parcos 9,85%. Ora, os números são luminosos. Toda a prioridade para banqueiros. Ao povo, as batatas.  
 
Na última semana os trabalhadores públicos foram à Brasília e fizeram um acampamento. Muita mobilização, barulho e incomodação para o governo. Até o Ministério do Planejamento foi ocupado, causando tensão. Mas, ainda não foi o suficiente para fazer cócegas na ministra europeizada. Talvez ela esteja esperando para ver quais as próximas ações da primeira ministra de ferro da Alemanha, para então decidir como copiá-la. 
 
Enquanto isso, o semestre letivo que deveria iniciar agora no fim de julho já começa a ter problemas. Não há como fazer matrícula, tudo está parado. Esta tem sido uma mobilização muito significativa de professores e técnicos. Mas, ao que parece o governo federal está se lixando para a educação dos jovens brasileiros. Qualidade, criação intelectual, pensamento crítico, é coisa que só atrapalha governos tíbios, daí que quanto menos gente capaz de pensar, melhor. Não é sem razão que as greves nas universidades se arrastam por meses. Não é como uma greve nos transportes que em dois ou três dias se resolve. A educação não é produtiva.  
 
O governo é pródigo em divulgar números utilizados para pagamento de trabalhadores, falam em alguns bilhões (de 6 a 9) e mostram tabelas que aos olhos das gentes que assistem à televisão soam como absurdas. “Dinheiro demais para os servidores públicos”. Mas a mesma mídia e o mesmo governo não mostram os números e as tabelas dos valores que enviam para os bancos, mais de 500 bilhões todo o ano. 
 
E assim vão os trabalhadores na árdua luta contra o capital. Pois o patrão estatal é apenas formal. O embate que se trava numa greve da educação, é o velho embate contra o capital, pois é com ele que se disputam as verbas. Enquanto o governo continuar optando por servir ao “diabo” (a dívida), o atendimento ao povo através dos serviços públicos continuará ruim e isso não pode ser imputado a uma massa de trabalhadores que desde os terríveis anos de FHC vem amargando arrocho salarial e falta de perspectivas na carreira. Cada vez mais os governos, desde FHC, Lula e agora Dilma, vêm atuando na lógica de definir algumas carreiras estratégicas no serviço público e essas não tem a ver com educação, saúde, previdência ou outras que digam respeito imediato à população. Não. As carreiras estratégicas são as do judiciário e da receita federal, espaços estratégicos de recolhimento de dinheiro e de respaldo jurídico. 
 
E é por causa disso que a luta deve continuar! 

 
 

Piquete no MPOG obriga governo a receber comandos de greve

Publicado em www.Sinditestpr.org.br

Em uma ação radicalizada e organizada, os grevistas presentes ao acampamento na Esplanada dos Ministérios em Brasília conseguiram forçar uma audiência com representantes do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), no dia de hoje, 19 de julho.

Desde as 5h da manhã, os comandos de greve da FASUBRA, ANDES-SN, SINASEFE, CONDSEF e do movimento estudantil fecharam as portas do MPOG, impedindo a entrada dos trabalhadores.

O movimento foi uma resposta às negativas do governo federal em receber e negociar com os trabalhadores. Ontem, 18 de julho, quando mais de 10 mil estudantes e trabalhadores do serviço público federal estiveram em marcha em Brasília, a única ação do governo foi evitar a entrada de manifestantes no MPOG através da PM e Tropa de Choque com spray de pimenta, cassetetes e máquinas de choque.

Após a pressão dos trabalhadores no dia de hoje, os representantes do governo receberam os manifestantes. Afirmaram que poderão haver propostas para outras categorias (e não apenas para os docentes como havia dito antes) e que estão analisando. A luta continua! A greve é forte e está nas ruas!

Nota da Fasubra.

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Os trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação organizados em seus comandos locais de greve em todas as universidades, sob a orientação do comando nacional de greve da FASUBRA, fizeram 01 mês de greve no ultimo dia 11 de julho.

Estamos construindo uma das maiores greves da história da educação federal deste país com ações regionais e nacionais conjuntas com os companheiros do ANDES-SN, SINASEFE e estudantes, com grande acampamento e marcha dos federais no dia 18 de julho.

A nossa greve não está isolada, furou o bloqueio da mídia regional e nacional, com ações contundentes por todo país para chamar a atenção da sociedade sobre a necessidade do governo federal sair de sua posição intransigente e negociar com nossa categoria. Mas além das ações de rua, temos também construído ações sistemáticas no Congresso Nacional, buscando apoio do parlamento, bem como do próprio Ministério da Educação e Secretaria da Presidência da República, ambos se comprometeram em fazer gestões junto a Presidência da Republica e ao Ministério do Planejamento para abrir negociações e atender a nossa pauta.

Na última semana tomamos conhecimento de que o Ministério do Planejamento chamou o ANDES-SN, SINASEFE e PROIFES para uma reunião em que foi apresentada uma proposta aos docentes em greve. Reconhecemos que é uma vitória importante do movimento esse recuo do governo. Estamos solidários e apoiamos a pauta docente e dos demais trabalhadores em greve no país.

Mas não podemos deixar de manifestar, veementemente, nossa posição junto à comunidade universitária e sociedade civil, de que não aceitaremos ser discriminados mais uma vez pelo Governo Federal. Desta forma, exigindo respeito à greve da FASUBRA Sindical, aguardamos resposta sobre os itens de nossa pauta de reivindicações protocolada no MPOG, e já conhecida pelo governo desde o término da greve de 2007.

Queremos frisar categoricamente que a greve dos Técnico-Administrativos em Educação – TAE sob o comando da FASUBRA Sindical não irá terminar se o governo não apresentar uma proposta digna para os TAE.

Trata-se de uma antiga tática do governo em jogar contradições, apresentando proposta  para alguns segmentos, tentando jogar com a divisão, diante das várias ações  para que os movimentos deixem de atuar com um grau importante de unidade, visando à nossa derrota, e assim, manter os privilégios de recursos do orçamento para a necessidade do capital, em detrimento das demandas sociais, dos trabalhadores e do serviço público.

A Direção Nacional da FASUBRA e o Comando Nacional de Greve, conclamam todos os companheiros(as) em cada canto deste país a reforçarem as caravanas e as ações nas IFES para que possamos dar uma resposta nas ruas contra a política de reajuste zero do governo, e fortalecer a greve da FASUBRA sindical.

                 

Dia 18 DE JULHO É DIA DE LUTA!
TODOS A BRASILIA!

CHEGA DE ENROLAÇÃO!
NEGOCIA, DILMA!

Direção Nacional da FASUBRA

Assembleia aprova envio de ônibus para marcha a Brasília!

Publicado em 10/07/2012 por Sinditest

No dia 18 de julho haverá uma grande marcha a Brasília dos trabalhadores do serviço público federal e estudantes que se encontram em greve e/ou em campanha salarial. O SINDITEST-PR, conforme decisão da Assembleia de Greve de hoje, deverá garantir um ônibus do interior e um da capital.

Além do SINDITEST-PR, outras entidades deverão enviar ônibus e/ou fazer parte da caravana. Nesta quarta-feira haverá reunião das entidades do serviço público federal para análise da situação.

 

Os interessados em participar devem ligar para o SINDITEST-PR (41-3362.7373) ou entrar em contato com os diretores da entidade ou delegados sindicais dos campus afastados. O sindicato fornecerá ajuda de custo a todos os caravaneiros. Os ônibus saem no dia 17 de julho logo cedo e devem chegar no dia 19 de julho a noite. Para os que desejarem, poderão ficar no acampamento na esplanada que acontece até o dia 20 de julho.

O ônibus do interior deve sair de Foz do Iguaçu e passar por Medianeira, Campo Mourão, Apucarana e Londrina. Os TAE’s dessas cidades e de Toledo, Cornélio Procópio e Palotina devem ir com este ônibus.

O ônibus de Curitiba vai agregar os TAE’s da capital, do litoral e das cidades do sudoeste do Paraná (Francisco Beltrão, Dois Vizinhos e Pato Branco), além de passar por Ponta Grossa e Jacarezinho.