Sobre Fernando César Oliveira

Jornalista.

Eleição para representantes dos técnico-administrativos nos conselhos da UFPR tem três chapas

Servidora vota na eleição de 2009 para os conselhos da UFPR (Foto: Arquivo ACS/UFPR)

Três chapas disputam a eleição para representantes dos servidores técnico-administrativos nos conselhos da UFPR.

As chapas são as seguintes: “Conselheiros Unidos na Luta” (chapa 1); ”Lutando pelos Servidores” (chapa 2); e ”Mobiliza UFPR: Informação, Transparência e Pluralidade” (chapa 3).

A eleição acontece no próximo dia 23 de novembro, quarta-feira. Haverá 18 urnas. A maioria delas irá funcionar das 8 às 18 horas (confira aqui os horários e locais das urnas).

Cada servidor só poderá votar na urna em cuja lista constar o seu nome. Serão eleitos três membros para o Coplad (Conselho de Planejamento e Administração) e um para o Cepe (Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão), além dos respectivos suplentes. O mandato é de dois anos.

Há ainda duas chapas de aposentados, cuja eleição é simultânea mas ocorre em urna separada. Para eles, há uma vaga no Coplad.

A seguir, a composição de cada uma das três chapas.

Chapa 1
“Conselheiros Unidos na Luta”
Cepe: Roberto Proçak (Titular) e Daniel Mittelbach (Suplente).
Coplad: Didimo Lindugero Bandeira (T)/Gessimiel Germano (S); Guaracira Flores da Silva (T)/Ronaldo dos Santos Raizer (S); Patrícia Bianchi Soares Kussaba (T)/Clenice Luzia Stroparo (S).

Chapa 2
“Lutando pelos Servidores”
Cepe: Tania Cristina Ribeiro (T)/Priscilla Hidalgo (S).
Coplad: Wilson Venzel Messias (T)/Sandonaid Andrei Geisler (S); Fausto Rodrigues Teixeira Filho (T)/Luisa Fanes (S); Vilson Kachel (T)/Lucia Helena Ribeiro (S).

Chapa 3
“Mobiliza UFPR: Informação, Transparência e Pluralidade”
Cepe: Douglas Ortiz Hamermuller (T) /Ana Paula Cunha Coelho (S).
Coplad: Talita Regina Coelho (T) / Luiz Fernando Mendes (S); Fernando César Oliveira (T) / Maria Madalena Tomem (S); Valter Antonio Maier (T) / Marcelo da Silva Fernandes (S).

E as candidaturas dos aposentados:

Chapa 1 dos Aposentados: Eduardo de Oliveira Lara (T) / Bruno Gomes de Castro Neto (S).

Chapa 2 dos Aposentados: Neide Brun (T) / Aurora Ramos da Cunha (S).

Leia também:

O que são e para que servem os conselhos da UFPR?

Evento da eleição de 23 de novembro no Facebook (clique e confirme presença)

Dez dias depois, reitor da UFPR ainda não responde questionamento sobre censura; ex-assessor pede ‘direito de resposta’

Dez dias úteis após ter sido protocolado, o ofício com questionamentos sobre a censura promovida no site da UFPR segue sem nenhuma resposta por parte do reitor Zaki Akel Sobrinho.

“Quem exatamente decidiu pela censura? Com quais argumentos?”, diz trecho do documento, entregue no último dia 31 de outubro [abaixo, a íntegra].

Desde o ato de censura praticado desde 26 de outubro, a única reação dos atuais gestores da UFPR foram as seguintes retaliações: 1) Bloquearam (ou apagaram) minha conta de usuário que dava acesso ao sistema de gerenciamento do site da universidade; e 2) Retiraram minhas atribuições de editar matérias e de orientar a produção de textos pelos estagiários de jornalismo.

O reitor Zaki Akel Sobrinho: Até agora, nenhuma resposta sobre o episódio de censura no site da UFPR (Foto: Arquivo ACS/UFPR)

Vale registrar que há quase uma semana, no último sábado (5), o ex-assessor de Comunicação Social da UFPR, Mário Messagi Júnior, que deixou o cargo em julho deste ano, solicitou por e-mail um ‘direito de resposta’ neste blog.

Reafirmamos que este site, surgido inicialmente com o objetivo de cobrir a greve dos servidores técnico-administrativos, está aberto a qualquer tipo de manifestação.

Desde junho, quando começou a paralisação da categoria, o blog GreveUFPR.org registrou mais de 165 mil acessos, com picos superiores a 6 mil visualizações diárias.

São quase 1,1 mil comentários postados aqui desde então e nenhum –frise-se, NENHUM– comentário foi apagado, por mais inconsistente ou desqualificado que fosse.

O mesmo não se pode dizer, infelizmente, sobre o site da UFPR.

Quem por acaso se sentir de alguma forma atingido pelas publicações deste blog –o que inclui o reitor Zaki Akel Sobrinho– está livre para solicitar direito de resposta, que deve ser postado na área destinada a comentários.

Avaliada a solicitação, o comentário será elevado à condição de uma nova postagem.

Abaixo, a íntegra do documento protocolado no Gabinete da Reitoria.

Curitiba, segunda-feira, 31 de outubro de 2011.

Ao magnífico reitor da UFPR
Zaki Akel Sobrinho

Prezado senhor,

Respeitosamente solicito esclarecimentos detalhados, por escrito, quanto a um fato ocorrido na última semana dentro da ACS (Assessoria de Comunicação Social) da UFPR.
Caso o senhor ainda não tenha sido informado a respeito, segue um breve relato do caso.
Na noite da última quarta-feira (26), uma reportagem acerca da eleição em curso no Sinditest-PR foi simplesmente retirada da capa portal da UFPR para, em seguida, ser apagada.
Segue em anexo a este ofício uma cópia do referido texto, que consistia numa entrevista de duas perguntas, idênticas, formuladas a cada uma das três chapas que participam do pleito.
Quem exatamente decidiu pela censura? Com quais argumentos?
A prática da censura é inadmissível no contexto da comunicação, especialmente dentro de uma instituição pública, e menos ainda dentro de uma universidade.
Escrevo este ofício porque a atual chefe interina da ACS declarou que não responderá nenhum dos e-mails que enviei a ela sobre o assunto.
Registro meu pedido para que o mesmo conteúdo censurado seja recolocado no ar, e que a UFPR produza uma nota pública de esclarecimento sobre todo esse lamentável episódio.
Aproveito para requerer uma cópia, em formato impresso ou mesmo eletrônico, da versão atual do anteprojeto que prevê a reestruturação da ACS, o que inclui a instalação de conselhos de comunicação na UFPR.

Atenciosamente, aguardo resposta.

Fernando César Oliveira
Jornalista da Assessoria de Comunicação Social da UFPR e diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor-PR).

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A contagem dos votos da eleição do Sinditest-PR acabou por volta das 2h15 da madrugada desta quinta-feira (10).

Conforme totalização extra-oficial divulgada pelo blog Na Luta, a Chapa 2 (“Oposição – Mudando o Rumo dos Ventos”) obteve 867 votos (35,4%) e venceu a disputa [abaixo, os resultados por urna].

Na sequência, ficaram a Chapa 1 (“Sindicato Para Todos”), com 805 votos (32,9%), e a Chapa 3 (“Sindicato Unido e de Todos – A Verdadeira Oposição”), com 655 votos (26,7%).

Foram registrados ainda 33 votos em branco (1,3%) e 90 nulos (3,7%).

Dos cerca de 6 mil trabalhadores aptos a votar, menos da metade (2.450) compareceu às urnas.

A urna do Setor de Ciências Agrárias foi impugnada por ter sido entregue seis horas depois no local de apuração. Os dados de Guarapuava, onde votaram apenas duas pessoas, ainda não tinham sido enviados para Curitiba até meados da madrugada.

O sindicato divulgou há pouco em seu site o resultado final das eleições. A tabela em formato PDF é a mesma que aparece aqui nesta postagem, logo abaixo.

A Chapa 1 havia sido beneficiada pela censura de uma matéria no site da UFPR, apagada no último dia 26 de outubro. A chapa foi a única que não respondeu à entrevista (detalhes nos links abaixo da tabela).

Resultados por urna da eleição do Sinditest-PR (Fonte: Blog Na Luta)

Resultados por urna da eleição do Sinditest-PR (Fonte: Blog Na Luta)

[*] Texto atualizado às 11h15 para correção e acréscimo de informações.

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Confira os locais de votação da eleição do Sinditest, que acontece hoje (9/11)

Na maioria dos locais, a votação termina às 17 horas.

ELEIÇÕES SINDITEST
LOCAIS DE INSTALAÇÃO DAS URNAS

POSTO 01 – Prédio da Reitoria – das 8:00 às 17:00 horas
POSTO 02 – Progepe – Aposentados – das 8:00 às 17:00 horas
POSTO 03 – Dom Pedro I e os Cursos de Filosofia e Turismo – das 8:00 às
17:00 horas
POSTO 04 – Praça Santos Andrade – das 8:00 às 17:00 horas
POSTO 05 – Hospital de Clínicas – das 7:00 às 20:00 horas
POSTO 06 – Setor de Ciências da Saúde – das 8:00 às 17:00 horas
POSTO 07 – Setor de Ciências da Saúde (Botânico)
POSTO 08 – Setor de Ciências Agrárias e Centran (Juvevê) – das 8:00 às
17:00 horas
POSTO 09 – Imprensa/Decom – das 8:00 às 17:00 horas
POSTO 10 – Setor de Ciências Sociais Aplicadas – das 8:00 às 17:00 horas
POSTO 11 – Almoxarifado Central/Educação Física e Engenharia Florestal
Madeireira – das 8:00 às 17:00 horas
POSTO 12 – Escola Técnica – das 8:00 às 17:00 horas
POSTO 13 – Tecnologia/Exatas/Terra – das 8:00 às 17:00 horas
POSTO 14 – Setor de Ciências Biológicas – das 8:00 às 17:00 horas
POSTO 15 – Centro da Visão – das 8:00 às 17:00 horas
POSTO 16 – Departamento de Artes – das 8:00 às 17:00 horas
POSTO 17 – Fazenda Canguiri – das 10:00 às 12:30 horas
POSTO 18 – Instituto Federal do Paraná – das 08:00 à 17:00 horas
POSTO 19 – Urna Volante Paranaguá (Museu de Arqueologia da UFPR) – das 8:00 às 9:00 horas
Urna Volante CEM (Pontal do Paraná)– das 10:00 às 12:00 horas
Urna Volante Setor Litoral (CAiobá) – das 8:00 às 12:00 horas
POSTO 20 – Palotina – das 8:00 às 17:00 horas
POSTO 21 – UNILA  – das 8:00 às 17:00 horas
POSTO 22 – UTFPR/Curitiba – das 8:00 às 17:00 horas
POSTO 23 – UTFPR/Ponta Grossa – das 8:00 às 17:00 horas
POSTO 24 – UTFPR/ Cornélio Procópio – das 8:00 às 17:00 horas
POSTO 25 – UTFPR/ Medianeira – das 8:00 às 17:00 horas
POSTO 26 – UTFPR/ Pato Branco – das 8:00 às 17:00 horas
POSTO 27 – UTFPR/Londrina – das 8:00 às 17:00 horas
POSTO 28 – UTFPR/Campo Mourão – das 8:00 às 17:00 horas
POSTO 29 – UTFPR/Dois Vizinhos – das 8:00 às 17:00 horas
POSTO 30 – UTFPR/Toledo – das 8:00 às 17:00 horas
POSTO 31 – UTFPR/Apucarana – das 8:00 às 17:00 horas
POSTO 32 – UTFPR/ Francisco Beltrão – das 8:00 às 17:00 horas
POSTO 33 – UTFPR/Guarapuava – das 8:00 às 17:00 horas

 

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Leia aqui a matéria censurada pela UFPR sobre a eleição desta quarta (9) do Sinditest-PR

A seguir, entrevista com as chapas que disputam a eleição do Sinditest-PR, que acontece nesta quarta-feira (9).

Publicado no último dia 26 de outubro no site da UFPR, esse conteúdo deveria estar disponível neste link, mas foi apagado ou por decisão da Assessoria de Comunicação Social (ACS) ou do Gabinete do Reitor –ou ainda de ambos.

Saiba mais sobre esse lamentável episódio de censura aqui e aqui.

26/10/2011Chapas que disputam o Sinditest avaliam atual gestão e apresentam propostas
Servidora da UFPR vota na eleição de 2009 do Sinditest (Foto: Arquivo ACS/UFPR)
A eleição do sindicato que representa os servidores técnico-administrativos da UFPR e os funcionários da Funpar está marcada para o próximo dia 9 de novembro                                    

                                                      

A Assessoria de Comunicação Social (ACS) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) enviou na última quinta-feira (20) um questionário com duas perguntas a cada uma das três chapas que disputam a atual eleição do Sinditest-PR.A primeira pergunta trata de uma avaliação da atual gestão do sindicato. A segunda, de propostas para o futuro.Das três chapas, duas responderam ao pedido de entrevista: “Oposição – Mudando o Rumo dos Ventos” (chapa 2) e “Sindicato Unido e de Todos – Verdadeira Oposição” (chapa 3). A outra, “Sindicato Para Todos” (chapa 1), optou por não responder [leia nota ao fim desta página].A eleição do Sinditest está marcada para o próximo dia 9 de novembro. Todos os filiados em dia com sua contribuição sindical podem votar. A posse da nova direção está prevista para janeiro. O mandato é de dois anos.A seguir, as respostas de cada uma das chapas.

Qual a avaliação da chapa a respeito da atual gestão do Sinditest-PR?

Chapa 1 - Não respondeu.

Chapa 2 – A atual gestão do Sinditest-PR foi fruto da indignação da base com a gestão anterior, quando o sindicato foi omisso e sumiu do dia-a-dia da categoria. Mas tal indignação não foi suficiente para que o sindicato avançasse para uma concepção mais combativa e democrática. Tanto é que sete diretores romperam com a diretoria e fazem parte ou apoiam a chapa 2. A atual gestão é afastada da base, burocrática e defensora de interesses individuais, problemas que ficaram evidenciados durante o período de greve. Para nós, da Chapa 2, uma gestão não pode falar grosso na hora da assembleia e falar fino nas reuniões com reitor e governo. É preciso haver coerência entre discurso e prática.

Chapa 3 – Nós, da Chapa 3 – Sindicato Unido e de Todos – Verdadeira Oposição, entendemos que a atual gestão do Sinditest-PR (da qual fazem parte membros tanto da chapa 1, quanto da chapa 2) afastou-se da luta em defesa dos direitos dos trabalhadores, despolitizou e fragmentou a categoria, perdeu a credibilidade da base e transformou nosso sindicato em uma associação prestadora de serviços. E se, por um lado, não aceitamos o clientelismo da atual gestão, também não podemos ser coniventes com aqueles que, por quatro anos, estiveram nesta gestão e agora tentam se apresentar como oposição. Por isso, nosso nome já expressa o que defendemos e qual a nossa posição nesta eleição, somos a verdadeira oposição. Para nós, o Sinditest-PR precisa ser de todos os servidores, e de cada um deles, construído diariamente, através da união.

Quais as principais propostas da chapa?

Chapa 1 - Não respondeu.

Chapa 2 – Prestação de contas mensal, democracia nas assembleias, criar mecanismos de organização por local de trabalho, fortalecimento das seções sindicais e grupos de trabalho, luta pela manutenção dos empregos da Funpar, luta pela melhoria no PCCTAE e recomposição salarial, participação nos espaços da Fasubra e articulação com outros movimentos e fóruns, criação de espaços de formação política, tudo isso com independência em relação a governo, reitoria, partidos e escritórios de advocacia. Para isso, apostamos na construção de uma diretoria colegiada, em que os 25 diretores do sindicato tenham voz e possam fazer um trabalho de apoio à categoria.

Chapa 3 – Nosso sindicato precisa imediatamente de verdadeiras democracia, transparência, independência frente a governos, partidos e reitorias, e nossa categoria precisa de verdadeiras conquistas. Para garantir isso, é urgente a necessidade de uma reforma do estatuto do Sinditest-PR. Nossa proposta é construir a luta em conjunto com a categoria e defender a todos, quer sejam Funpar, UFPR ou UTFPR, com igualdade. Trabalhador Funpar, que deu grande parte de sua vida ao HC e à universidade, tem de ser tratado com respeito e não jogado de lado ou posto na rua. Todos devem participar da construção do sindicato e, para garantir isso, fortaleceremos a organização dos servidores em cada local de trabalho e realizaremos o 1º Congresso do Sinditest-PR. Para avançar, precisamos entender que o Sinditest-PR somos todos nós!

[*] Nota.
Todos os e-mails foram enviados simultaneamente às três chapas na última quinta-feira (20), com limite aproximado de 800 caracteres para cada resposta. O prazo dado para as respostas venceu ontem (25).

Horas antes de vencer esse prazo, um dos integrantes da chapa 1 informou por telefone que não responderia à entrevista, alegando que as perguntas seriam “tendenciosas” e “capciosas”, e que elas supostamente “favoreceriam à oposição”.

A ACS nega a acusação e reafirma que o seu objetivo editorial, como unidade de comunicação de uma universidade pública, é fornecer informações de caráter jornalístico e de interesse público.

No caso, há interesse real por parte da categoria representada pelo Sinditest-PR em relação ao processo eleitoral em curso. As perguntas elaboradas e remetidas às chapas têm o objetivo de subsidiar a cobertura jornalística e de levar aos leitores do site da UFPR informações básicas quanto à plataforma e visão política de cada uma das partes em disputa, sem nenhum tipo de favorecimento pessoal ou a grupos específicos.

Fernando César Oliveira

Links relacionados

Para saber mais:

Promoção pessoal e censura nos veículos de comunicação da UFPR

Promoção pessoal e censura nos veículos de comunicação da UFPR (parte 2)

Promoção pessoal e censura nos veículos de comunicação da UFPR (parte 2)

A primeira parte deste texto apresentou exemplos de personalismo e censura que demonstram a necessidade de haver algum tipo de controle social sobre a gestão dos veículos de comunicação da UFPR.

Hoje, não há nenhum instrumento que possibilite a participação efetiva da comunidade na gestão da política de comunicação praticada dentro da universidade.

Essa política não tem se mostrado plural, nem tampouco democrática. Pelo contrário, as ações de comunicação vêm funcionando como mero suporte para o reitor de plantão e suas vontades, ou mesmo vaidades.

Durante a greve deste ano, os servidores técnico-administrativos conquistaram o compromisso de que até dezembro a administração da UFPR protocolaria sua proposta de conselho de comunicação. Cabe ao conjunto dos técnicos, professores e alunos avaliar o teor dessa proposta, de forma a apontar até que ponto ela atende ou não aos princípios de uma comunicação pública.

Esta segunda parte do texto traz alguns outros exemplos de práticas que revelam uma política de comunicação excessivamente centralizada nos interesses da pessoa do reitor e de gestores que compõem a sua equipe.

E também detalha desdobramentos posteriores ao ato de censura relacionado à matéria sobre o processo eleitoral do Sinditest-PR, ainda em curso.

1) Outros exemplos de práticas condenáveis na comunicação da UFPR.

Em meados de 2009, dias após o avião Airbus A330 que fazia o voo 447 da Air France ter desaparecido no Oceano Atlântico, a Assessoria de Comunicação Social (ACS) da UFPR obteve a informação de que ao menos uma das vítimas possuía uma relação institucional com a universidade.

Tratava-se da professora romena Violeta Băjenaru-Declerck, então com 33 anos de idade. Ela era uma das 228 pessoas a bordo do avião, que fazia o trajeto entre Rio de Janeiro e Paris. Não houve sobreviventes.

Violeta coordenava um projeto de cooperação entre Escola Superior da Madeira (ESB, na sigla em francês), de Nantes, e a UFPR, em vigor desde 2002. Meses antes, Violeta inclusive esteve no gabinete da Reitoria, quando a UFPR assinou um acordo de duplo diploma na área de engenharia industrial madeireira com a instituição francesa.

Alguma preocupação com a memória da professora então desaparecida, ou com o interesse público da informação jornalística em questão? Nenhuma.

Checada a informação, a ACS publicou uma matéria sobre o fato de uma pessoa com relações diretas com a UFPR constar da lista de desaparecidos. Uma professora que conhecia Violeta foi entrevistada.

Minutos após o texto ter ido ao ar, a ACS recebe uma ligação do gabinete do reitor. Motivo do telefonema? A publicação da reportagem desagradara o gabinete, em especial a imagem que ilustrava o texto. Na fotografia, a professora romena aparecia durante uma reunião da qual participaram ex-gestores da UFPR.

Integrantes da atual gestão da universidade simplesmente não admitiam a publicação no site da universidade de uma matéria com uma fotografia na qual apareciam seus antecessores –no caso, uma ex-reitora e um ex-assessor de relações internacionais.

Alguma preocupação com a memória da professora então desaparecida, ou com o interesse público da informação jornalística em questão? Nenhuma. Ao gabinete só interessava apagar a matéria do portal. Para tanto, não importava o fato de a imagem utilizada ser a única de que a ACS dispunha em seu arquivo.

Embora o link original não tenha sido apagado, o texto foi retirado da capa do site da universidade.

Um outro exemplo ilustra que as intervenções do reitor Zaki Akel Sobrinho não se resumem apenas à edição das imagens publicadas pelos veículos da UFPR. Conteúdos em texto também sofrem interferências e modificações substanciais.

Foi o caso da cobertura da inauguração do novo bloco do Setor de Educação Profissional e Tecnológica, em junho de 2010. O reitor não gostou do fato de o texto abordar um protesto pacífico realizado por alunos durante a cerimônia de inauguração.

Tanto o texto quanto a manchete que estão no ar até hoje sofreram alterações profundas, a mando do reitor.

Apesar de o texto ainda ter a minha assinatura, parágrafos inteiros foram adicionados posteriormente. Trechos originais e imagens que mostravam alunos com narizes de palhaço durante a solenidade foram eliminados. Tudo com o objetivo de conferir artificialmente uma conotação positiva à cobertura.

2) Bastidores pós-censura.

Desde a última sexta-feira (28/10), quando publiquei neste blog a informação de que a chefia da ACS retirou do ar uma matéria sobre as atuais eleições do Sinditest-PR, atendendo assim aos desejos do candidato a presidente de uma das chapas –a única, aliás, que se recusou a responder ao pedido de entrevista–, espero uma resposta oficial por parte da UFPR sobre mais esse lamentável episódio.

Na segunda-feira (31/10), protocolei um documento endereçado ao reitor. Até o início da tarde desta quinta-feira (3/11), não obtive resposta alguma.

De concreto, até agora, há apenas o fato de a chefia da ACS ter bloqueado o meu acesso ao sistema de gerenciamento do site da UFPR, através do cancelamento do meu login de usuário. Tomei conhecimento dessa medida arbitrária através de terceiros, registre-se.

Outra “providência” adotada foi a de me excluir tanto do processo de edição de matérias para o portal da UFPR quanto da orientação dos textos produzidos pelos estagiários de jornalismo. Também não fui informado dessa segunda retaliação diretamente pela chefia da unidade.

Repito a pergunta: que argumentos justificariam a censura? Talvez as pessoas que hoje dirigem a UFPR se julguem acima desse tipo de questionamento.

As eleições do sindicato estão marcadas para a próxima quarta-feira (9). Portanto, ainda há tempo para a Reitoria da UFPR e para a atual chefia provisória da ACS se retratarem sobre o ocorrido.

Entrevista com as chapas que disputavam o sindicato em novembro de 2009: Pergunta idêntica foi respondida pelas chapas, sem censura.

Por fim, registro aqui que a ACS já realizou cobertura similar em outras disputas eleitorais.

E pasme-se com o seguinte fato: a mesma pergunta agora atacada pelo candidato a presidente da chapa 1 já havia sido feita na eleição anterior do próprio Sinditest-PR.

No arquivo do site da UFPR é possível acessar uma entrevista com as chapas que disputavam o sindicato em novembro de 2009. Cobertura similar foi feita na eleição de 2010 do DCE.

Acesse e tire você as suas conclusões.

Com a palavra, o reitor da UFPR.

Fernando César Oliveira, jornalista da Assessoria de Comunicação Social da UFPR e diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor-PR).

No detalhe, a pergunta feita em novembro de 2009, respondida por todas as chapas que participaram do processo eleitoral.

PS - Soube que ao menos uma pessoa que trabalha no gabinete do reitor Zaki Akel Sobrinho teria cogitado a minha saída da ACS. Desde já informo que não tenho interesse nenhum em deixar a unidade. Se isso vier a acontecer, será à minha revelia.

PS 2 - Ao contrário do que talvez alguns possam imaginar ou insinuar, não estou apoiando nenhuma das três chapas que disputam a eleição do sindicato.

Leia também:

Promoção pessoal e censura nos veículos de comunicação da UFPR (parte 1, postada em 28.out.2011)

Promoção pessoal e censura nos veículos de comunicação da UFPR

Os episódios narrados neste breve texto comprovam, entre outras coisas, a necessidade da instalação imediata de um conselho para debater, definir e avaliar de forma permanente as políticas de comunicação da UFPR, o que inclui a produção jornalística tanto da Assessoria de Comunicação Social (ACS) quanto da UFPR TV.

A criação desse tipo de conselho constava da pauta local de reivindicações dos servidores técnico-administrativos da universidade, durante a greve ocorrida entre junho e setembro deste ano.

Conforme termo de negociação assinado em setembro, a administração da UFPR deve apresentar até o início do próximo mês de dezembro a sua proposta de criação de um conselho editorial e outro, de programação.

1. Personalismo e promoção pessoal.

O site da UFPR, informativos impressos e até mesmo parte da grade de programação da UFPR TV têm sido utilizados nos últimos anos, em maior ou menor escala, para atender a objetivos pessoais, que nada têm a ver com o interesse público ou da própria universidade.

Informe Servidor ou informe do reitor?

Um dos exemplos mais nítidos desse processo de instrumentalização dos veículos de comunicação da universidade com fins particulares é o impresso “Informe Servidor”, que mais parece, na verdade, um “informe do reitor”, tamanho o destaque dado sistematicamente a fotografias e a declarações de Zaki Akel Sobrinho.

Como se não bastasse, não raras vezes o próprio reitor se dá ao trabalho de telefonar para a ACS com o objetivo de ordenar a substituição de fotografias publicadas no portal da UFPR.

Exemplo: No dia 15 de dezembro de 2010, o reitor telefonou para a ACS e transmitiu a ordem de substituir a imagem principal que ilustrava a matéria acerca do aniversário de 98 anos da UFPR. Motivo? A foto que estava em destaque mostrava o Coral Infantil da UFPR. E o reitor desejava ver publicada uma outra foto, de si próprio, ao microfone. E assim se fez. A imagem das crianças cantando, com suas camisetas coloridas, foi sacada e substituída por uma foto do reitor, durante seu discurso.

Recentemente, por ocasião da comemoração do Dia Internacional da Mulher, uma vinheta entrou no ar em intervalos da UFPR TV. Alguma reportagem ou quadro especial sobre a questão de gênero? Não. Um pronunciamento do magnífico reitor sobre o que ele acha do 8 de Março. Nem o ex-governador Roberto Requião, que costumava definir pessoalmente algumas pautas da TV Educativa, foi capaz de chegar tão longe em termos de instrumentalização de um veículo de comunicação.

Não se trata de fatos isolados. É uma prática sistemática, que já se repetiu diversas vezes, em vários momentos e de várias outras formas. Aqui estão citados apenas alguns exemplos.

2. Censura e rebaixamento da linha editorial.

No último dia 20, na condição de jornalista da ACS, enviei duas perguntas simples a cada uma das três chapas que disputam a eleição do Sinditest-PR, entidade que representa, entre outros, os servidores técnico-administrativos da UFPR e os funcionários da Funpar.

As duas perguntas eram exatamente as seguintes: 1) “Qual a avaliação da chapa a respeito da atual gestão do Sinditest-PR?; e 2) “Quais as principais propostas da chapa?” Cada uma das três concorrentes deveria responder com no máximo 800 caracteres a cada pergunta.

Todos os e-mails foram enviados simultaneamente às três chapas. O prazo dado para as respostas venceu na tarde da última terça-feira (25).

Horas antes de vencer esse prazo –quando duas chapas já haviam respondido à entrevista–, um dos integrantes da chapa 1, Antônio Néris, informou por telefone que não responderia, alegando que as perguntas seriam “tendenciosas” e “capciosas”, e que supostamente “favoreceriam a oposição”.

Em seguida, Néris telefonou para a chefe provisória da ACS, Ana Paula Moraes, que na sequência me ligou, repetindo a mesma alegação do candidato a presidente da chapa 1.

Transmiti à chefe interina a mesma argumentação que expus ao candidato: 1) Não há favorecimento algum nas duas perguntas. Genéricas, elas são questões abertas para que cada chapa possa, de forma objetiva, apresentar um diagnóstico da atual conjuntura do sindicato e, em seguida, elencar algumas de suas principais propostas de campanha. 2) Além disso, há interesse real por parte da categoria representada pelo Sinditest-PR em relação ao processo eleitoral em curso.

Para minha surpresa, a reportagem foi simplesmente apagada do portal da UFPR.

Clique na imagem acima para ler o texto censurado em formato PDF e tire as suas próprias conclusões

Ainda não consegui apurar se essa decisão de censurar o texto partiu exclusivamente da chefe interina da ACS, do próprio reitor da UFPR ou então de algum de seus outros assessores.

O fato é que houve censura. E essa prática é inadmissível no contexto da comunicação, especialmente dentro de uma instituição pública, e menos ainda dentro de uma universidade. Ou então a UFPR passou a ter gestores que se consideram donos da instituição?

Lamento não apenas o ato de proibir a circulação de um texto jornalístico pela eventual inconveniência a interesses de grupos específicos. Lamento também a falta de resposta aos questionamentos que fiz por escrito, via e-mail, à chefia da ACS.

Verbalmente, após eu insistir em questioná-la, ela alegou apenas que “não cabe à comunicação da UFPR entrar na briga do sindicato” e que a entrevista com as chapas “afetaria o caráter institucional do site da UFPR”. Ora, então existem temas que são tabus dentro da universidade? O espaço universitário não deveria ser o espaço do livre debate e da pluralidade de ideias por excelência?

Informo, por fim, que vou remeter ofício ao gabinete do reitor solicitando esclarecimentos detalhados, por escrito, quanto ao fato ocorrido. Quem decidiu pela censura? Com quais argumentos? Atendendo a quais interesses? Nesse mesmo ofício vou requerer que o conteúdo retirado do ar seja recolocado, e que a ACS produza uma nota pública sobre todo esse episódio.

Imagino que essas respostas não interessam apenas a mim, mas ao conjunto da comunidade que, ainda que eventualmente, acesse o site da universidade ou tenha contato com qualquer outro veículo da instituição.

Registro ainda que este meu desabafo –por ironia feito no Dia do Servidor Público- constitui uma ação individual minha, em decorrência da qual espero não vir a ser alvo de retaliações mesquinhas.

Curitiba, 28 de outubro de 2011.

Fernando César Oliveira, jornalista da Assessoria de Comunicação Social da UFPR e diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor-PR).

 

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Eleição do Sinditest-PR inscreve chapas até sexta-feira (7/10)

Fachada da sede administrativa do sindicato (Foto: Arquivo Sinditest-PR) Do site da UFPR

O Sinditest-PR (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral do Estado do Paraná), entidade que representa os servidores técnico-administrativos da UFPR, terá eleição para renovar sua diretoria executiva no próximo dia 9 de novembro.

O edital que convoca o processo eleitoral foi publicado nesta quinta-feira (29) na página do sindicato na internet.

Conforme o documento, as chapas interessadas em participar da disputa devem se inscrever a partir da próxima segunda-feira (3), das 9 às 16 horas, na sede do sindicato, localizada na rua Agostinho Leão Júnior, 177, Centro de Curitiba. O período de inscrições termina no dia 7 de outubro.

O mandato da direção do Sinditest-PR é de dois anos. A diretoria executiva é formada por 20 membros titulares e cinco suplentes. O estatuto da entidade é omisso quanto à formação e as atribuições da comissão eleitoral.

Para integrar uma chapa, é preciso ser filiado há pelo menos seis meses. Todos os filiados em dia com sua contribuição sindical podem votar.

A posse da nova direção está prevista para o início de janeiro.

Íntegra do edital que convoca as eleições do Sinditest-PR:

Edital de Convocação de Eleições Sindicais

Biênio 2012/2013 – SINDITEST-PR

A Diretoria Executiva do SINDITEST-PR através do seu Presidente abaixo firmado, nos moldes do artigo 47o do Estatuto do Sindicato, CONVOCA todos os seus filiados em condições eleitorais de votar e ser votado nos moldes estabelecidos nos artigos 47 a 66 do Estatuto para as ELEIÇÕES DA DIRETORIA EXECUTIVA, biênio 2012/2013, sendo que a Diretoria Executiva será composta por 20 (vinte) membros efetivos e 05 (cinco) suplentes, na forma estabelecida no art. 22o do Estatuto.

A eleição para a Diretoria Executiva do Sinditest-PR bem como para a Coordenação da Seção Sindical SINTUTFPR-PR, ocorrerá no dia 9 de novembro de 2011,  em conformidade com o Estatuto.

A partir do dia 03 de outubro, abre-se o prazo de 05(cinco) dias para inscrição de CHAPA, no horário das 9:00 às 16:00 horas, podendo concorrer como candidato os filiados quites com a Tesouraria do Sinditest-PR e em pleno gozo de seus direitos estatutários, desde que com mais de 06 (seis) meses de filiação no quadro social da Entidade Sindical e fizer parte de uma chapa que deverá preencher todos os cargos de cada candidato.

O registro de Chapa para Diretoria Executiva e Coordenação da Seção Sindical, deverá ser realizado na Sede do Sinditest-PR, localizado na Rua Agostinho Leão Júnior, 177 – Centro, em Curitiba, Estado do Paraná, CEP: 80030-110, sendo que a Secretaria do Sindicato através de pessoa designada pelo Presidente, receberá e protocolará os registros no prazo acima mencionado, no horário das 9 horas às 16 horas através de petição única e assinada por todos os membros-candidatos, sendo que a numeração das chapas obedecerá a ordem de protocolo.

A partir da abertura das inscrições a Secretaria do SINDITEST estará fornecendo a ficha de inscrição de chapas.

A partir da homologação das chapas, a Comissão Eleitoral estará à disposição dos interessados no horário das 14:00 às 16:00 horas de segunda à sexta-feira.

Curitiba, 27 de setembro de 2011.

Wilson Venzel Messias
Presidente do SINDITEST-PR

Documentos relacionados:

Servidores técnico-administrativos da UFPR aprovam volta ao trabalho a partir de segunda-feira (26)

Após mais de três meses de paralisação, os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) aprovaram, em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira (22), o fim da greve.

Cerca de 200 trabalhadores estiveram presentes à assembleia, no RU Central, em Curitiba. A decisão pelo retorno ao trabalho a partir da próxima segunda-feira (26) foi praticamente unânime entre os presentes, e segue orientação do Comando Nacional de Greve da categoria. No Paraná, a paralisação havia começado no dia 15 de junho.

Os servidores também elegeram uma comissão que irá acompanhar o cumprimento do termo de negociação da pauta local, assinado no último dia 13.

Uma nova assembleia da categoria foi marcada para o próximo dia 6 de outubro, às 10 horas da manhã, no auditório do Hospital de Clínicas (HC) da UFPR.

No caso da UTFPR, o encerramento da greve será decidido nesta sexta-feira (23), numa assembleia específica dos servidores da instituição.